Não se deixe abater

…Um dia…após o jantar…entre uma palavra e outra…sinto meu coração…sim…meu coração…sinto-o como nunca o havia sentindo…batendo forte, descompassado…o peito doi…a respiração sufocada…as mãos suam, as pernas tremem…o choro convulsivo, histerico, o medo todo conta do meu corpo, dos meus pensamentos…

Por um tempo, que não sei precisar quanto, o medo me domina e me vence…penso que vou morrer…que já estou morrendo…os batimentos cardíacos, agora a mil, fazem o meu corpo inteiro tremer…de repente…aos poucos, tudo volta ao normal…o peito ofegante se acalma, os olhos enxergam novamente…as mãos aquecem…e as pernas sustentam o corpo novamente…Acabou…até a próxima crise, até o próximo ataque. O que é isso?? Não sei, só sei que nunca tive tanto medo, tanto insegurança, tanta ansiedade…Isso é a crise de pânico….E durante anos lutei contra isso, sem saber exatamente como, sem saber se ia vencer ou perder, mas lutei porque precisava, e queria viver…Procurei vários especialistas, com cada um aprendi uma tecnica para destruir esse terror que me atormentava, a cada um eu agradeço os ensinamentos. A origem desse sofrimento pode repousar nos conflitos segundos os psicologos, ou se são choques entre resposta orgânicas opostas, como querem os fisiologistas, se a “coisa” é criada pela mente ou pelo corpo, tem importância relativa, pelo menos para quem sofre os ataques. O importante é aprender como vencer o dramático circulo vicioso. Assim, aprendendo as tecnicas, praticando a cada ataque, observando os sintomas e calculando cada crise, acabei por dominar o medo e vencer o Pânico. A minha vitória é uma bem-sucedida união de esforços, de profissionais dedicados, familia, amigas/ouvintes maravilhosas e…até aqueles que nem imaginam o quanto foram importantes no processo da cura. O maior aprendizado é que o auto-conhecimento é fundamental em uma transformação de viver, e porque não dizer em uma reforma interior. Porque para se salvar serão necessárias muitas trasnformações, inumeras reformas intimas. É necessário aprender a estratégia onipotente do AHMISA: lutar sem opor resistencia, pois todas luta engedra ação. É indispensável uma atitude mental, definida pela própria vítima. Até que sua calma aparente acabe por dispensar os sintomas, e ainda que isso desperte a desconfiança daqueles que desconhecem esse árduo caminho por que passam aqueles que são acometidos por essa “doença”. Não se deixe abater, faça o que tem que ser feito e vença…. (Rita Carrer).

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