OUTRAS LETRAS

OUTRAS LETRAS

 

imagesCAFHMPTNEm alguns casos, escrever de forma orientada a respeito de experiências traumáticas pode ajudar pessoas a refletir sobre si e superar a dor da perda.

Embora não seja muito comum, em certos casos, alguns psicólogos recorrem, em vez da fala, à escrita. Registrar no papel experiências negativas, como o luto, pode ser uma técnica terapêutica eficaz em determinadas circunstâncias. Alguns estudos mostram efeitos da narrativa escrita sobre a saúde em geral, física e psíquica, mesmo de pessoas sãs. Os resultados são animadores, a tal ponto de que a idéia do “caro diário” foi revalorizada.

Para medir a eficácia da técnica, os pesquisadores avaliaram os pacientes deprimidos depois de estes passarem por uma perda significativa e pediram a eles que registrassem regularmente seus sentimentos.

O primeiro estudo sobre a técnica da escrita foi realizado no início da década de 90 por James Pennebaker, diretor do Departamento de Psicologia da Universidade do Texas em Austin, com alguns de seus alunos.

Descobriu-se que a frequência de suas consultas no centro médico universitário diminuiu, pois os problemas somáticos reduziram em quantidade e intensidade. Essa foi a primeira demonstração de que a “técnica da escrita” pode ter efeito positivo na saúde em geral, inclusive física.

Expressar no papel as próprias experiências negativas parece aprimorar a percepção da pessoa a respeito de si, tornando a somatização mais tênue.

Por que funciona?

Embora alguns psicanalistas ressaltem a importância da codificação verbal de conteúdos armazenados em forma não verbal, outros reconhecem a mudança que a escrita é capaz de provocar na percepção de si. Algo similar àquilo que Sigmund Freud imputava ao papel do diário. A “voz ausente”, expressão usada pelo fundador da psicanálise para designar a escrita, pode facilitar a elaboração de perdas e a aceitação do luto e da separação – o que abre caminho para reparações psíquicas.

“É como se, ao serem colocados no papel, desejos, necessidades e emoções se tornassem mais claros”. – Revista Mente e Cérebro – ed especial n41.

Telefones: (19) 2537-5929 / 2537-3696
  (19) 97101-5909
Rua Moraes Barros, 2038
Bairro Alto - Piracicaba, SP